segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Motorhome na Europa- dessa vez o perrengue foi maior

Viajar de Motorhome na Europa. Campings e a jornada pela Holanda, Bélgica, França e Alemanha.

Tudo começou em 2010, depois de voltar da Nova Zelândia em uma viagem de 10 dias de motorhome, o gostinho era de quero mais!

New Zealand 2 o retorno...

Passo a Passo para uma viagem de motorhome na Nova Zelândia



Depois de curtir muito essa viagem, a vontade era fazer tudo de novo, mas agora em algum outro lugar.



Pesquisa para lá, pesquisa para cá... Bora pra Europa!
Mais precisamente Holanda-Amsterdam. Depois de curtirmos uns dias em Londres-Inglaterra, fugimos da mão inglesa e fomos  para Amsterdam.
Partimos de lá para a nossa jornada!
Alugamos o Motorhome pela internet no site McRent- http://www.mcrent.eu/  o site passava bastante confiança, com diversas filiais por toda Europa.
Mas... é um serviço terceirizado e fomos cair numa bela furada.
Estação Central Amsterdam


Tudo começou quando fomos buscar o carro. Descobrimos que a loja não era bem em Amsterdam. A loja ficava em Almere, uma cidadezinha ao lado de Amsterdam.
 E para chegar lá já era uma viagem por si só. Não era nenhum absurdo, mas também não era em Amsterdam como estava escrito no site eram 35 kms do centro.
 Taxi nem pensar, a corrida não ficaria por menos de 100 Euros, então decidimos aproveitar a malha ferroviária europeia. Mas não foi fácil, com malas para 25 dias de viagem pegamos um Tram no centro de Amsterdam, depois outro Trem, e ainda um ônibus. Quase 1 hora depois, ufa...Chegamos. 

Com horário marcado para a retirada do carro, mesmo depois da jornada chegamos na hora certa.
Foi ai que começaram os problemas, o velho que atendeu a gente no inicio, não falava muito inglês e a comunicação estava prejudicada. Depois ele não manjava nada do carro, a cama extra que tinha solicitado não estava lá, e pra completar o pacote o carro estava com uma baita trinca no para-brisa.

O carro tava zerado, tudo novinho, mas o atendimento e desorganização foi F%$^&.
Ficamos umas 2 horas lá, só para eles conseguirem montar a cama extra, que diga-se de passagem não ficou 100%. E o para-brisa não tinha solução, era sair com aquele mesmo ou não sair. 
Nossa garantia era que o carro já tinha rodado 500 kms com o para-brisa daquele jeito, e na pior das hipóteses teríamos assistência em qualquer Fiat da Europa.
O jeito foi engolir a seco, e por o pé na estrada.


Nossa casa ambulante

Nossa primeira perna de viagem foi até Antuérpia.
Foi ai que descobrimos que o livrinho, nossa esperança de guia dos campings estava em Holandês, e para completar não eram campings eram apenas lugares que era possível parar com o motorhome, ia ser mais difícil que pensávamos.
Apesar disso a escolha de parada em Antuérpia foi ótima, pois rodamos pouco nesse primeiro trecho e foi uma boa para começar a se acostumar com o carro.
Depois da lenga-lenga no lugar do aluguel, demoramos para sair e chegamos em Antuérpia tarde, e o camping estava fechado.



Sem muitas opções, enquanto olhávamos o portão do camping com o horário de funcionamento, com aquela cara de cachorro que caiu da mudança, chegou a salvação. Um belga doido, que tomava conta do lugar abriu as porta para a gente, e pudemos parar por ali.
No primeiro dia já fizemos valer o banheiro no carro. Enquanto em 10 dias de viagem na Nova Zelândia não usamos nenhuma vez o banheiro para tomar banho. No nosso primeiro dia na Bélgica já caímos em um camping fulero. Estrutura zero não tinha nem banheiro.
O gramadão do camping só valia o visual, lotado de lebres, e mais nada.


Depois de conhecer um pouco de Antuérpia, seguimos para Bruxelas, lá o único camping disponível foi bem difícil de achar. Nos perdemos em estradinhas, lindas posso dizer, mas nada de camping. E mesmo chegando cedo no camping conseguimos uma das últimas vagas do lugar.
Amenizamos o choque da primeira noite em um lugar super legal! Uma piscina pública porta-a-porta com o camping que era só pagar para usar. E uma bela estrutura. Comemoramos ter conseguido a vaga, caso contrário não teríamos muitas opções por ali.
Fizemos bom uso da internet e escolhemos bem a nossa próxima parada, Estrasburgo na França. Já tínhamos o endereço do camping e conseguimos ligar antes para garantir que teríamos lugar.
O camping foi uma decepção. Tinha estrutura banheiros e etc... mas tudo muito próximo do nível nojento. Nem cogitamos ficar mais uma noite, e seguimos viagem para Friedrichshafen na Alemanha.- Lake Konstanz-Friedrichshafen- fugindo dos lugares turísticos na Alemanha



Dai pra frente foi só alegria, tirando Berlim que o camping era muito longe do centro e optamos por pegar um hotel, todas as cidade da Alemanha tem diversas opções de Campings e com uma estrutura que não tinha do que reclamar.


Na Alemanha passamos por Friedrichshafen, Fussen, Munique, Berlim, Hannover e Munster. Em nenhum desses lugares tivemos problemas com relação aos campings.
Depois do começo conturbado, não tivemos problemas com a cama extra ou com o para-brisa. Deu tudo certo! E completamos a jornada de volta a Almere-Amsterdam em segurança. O atendimento para devolver o carro também foi bem ruim. Mas tirando da cartola, no último segundo, o dono da empresa nos ofereceu uma carona até a estação de trem e salvou um pedaço da má reputação.
Não recomendo alugar lá! Acho que nem preciso explicar né, conversando nos últimos minutos o cara me falou que trabalha com isso a 17 anos, então malemá a coisa acontece.
Fica a dica, de quem penou no começo da viagem, vale a pena já se programar com os camping e lugares de parada.
Função da cama extra

Esse site http://www.eurocampings.co.uk/en/europe/ que eu pesquisa os campings, mas por aparentemente parecer que tem muitos, não me preocupei em anotar e na hora do perrengue, sem internet, fez falta.

Outra coisa que me bati um pouco foi com o gps. Levei o meu daqui, e tinha baixado o mapa da Europa Ocidental e dos países independentemente, mas chegando lá o da Europa Ocidental completo não funcionava direito, e toda vez que eu trocava de país tinha que mudar o mapa, mudando o chip no aparelho, e se eu precisava traçar uma rota de um país para o outro que não estava no mesmo mapa ai era problema, então não é uma má ideia ter o bom e velho mapa na mão.
Outra coisa que fez falta foi um guia completo em inglês dos campings na Europa.

Esperava ter um desse junto com o aluguel do carro, mas não foi o caso, e ter um desses iria ajudar a nossa jornada. Não encontramos, e depois de se virar acabamos desistindo de comprar um, mas com certeza é boa ideia ter um desses em mãos!

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