quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Benedito Calixto - Feirinha de antiguidades e os Lps

Sou suspeito para falar adoro velharia e antiguidade, não iria encontrar melhor lugar em São Paulo do que a praça Benedito Calixto de Sábado.






É sabádo de manhã, o peso da metropole me engole, não estou acostumado a ficar por aqui nos finais de semana, sinto falta do cheiro do mato. Dessa vez não consegui escapar. Lembro da letra de rap de um amigo meu: "Não existe liberdade perto da cidade". 
Pesa o ar seco e os indicadores de umidade entre 18% e 20%, tenho que buscar um refúgio. 
A vitrola quieta me lembra da busca pelos Lps, hoje é dia de ir na Benedito Calixto!
A praça entre as ruas Cardeal Arcoverde e Teodoro Sampaio no coração da Vila Madalena, sempre foi uma ótima parada para uma cervejinha, ou quando é dia de procurar algo cool e/ou velho! 
A feirinha de antiguidades está por alí desde 1987, religiosamente todos sábados das 9 as 19,  de feirinha de bairro, hoje é point, até é ponto turístico recomendado na Lonely Planet. 
Dá para encontrar de tudo! Tudo mesmo! Desde fotos antigas, maquinas e lentes, quadros, chapeu de soldado, relógios, telefones, canetas e claro os queridinhos da feirinha os LPs!


Mesmo só para olhar e passear tem muita coisa legal! Fora os quitutes e comidinhas, e para matar a sede diversas opções de lugares para pegar a sua cervejinha! 
Claro que vale lembrar que hoje a praça se estende em todo um quarteirão de atrações, galerias e restaurantes fazem a boa do dia no lugar. 
Queria uma vitrola fazia tempo, e agora que consegui a minha, fica a vontade de ir atrás de discos novos-velhos. Na barraquinha os clássicos se misturam e em caixas "pás" os melhores estão entre R$100,00 - R$400,00, raros de tiragem limitada, virou reliquia, uma onda que volta. A caixinha ao lado com lps esquecidos, estende o preço escrito a mão R$2,00. Velharia ou reliquia uma linha tênue. 
Procuro algo, a minha coleção precisa de sons novos, entre heranças e compras que já tenho, olho por clássicos do rock. 
Ao meu lado chega um "moleque", não que eu não seja mais "moleque", mas esse ai estava pelo menos umas 3 gerações depois da minha. 16 anos era muito para ele. 
Ele perguntava por Mutantes e The Doors. Não pode ser coletanea tem que ser titulo original, coleção levada a sério. 
Meu orçamento me faz mudar de caixa, entre R$20,00 -R$80,00 assim dá pra levar alguma coisa legal. 
Me perco em pensamentos, porque é legal LP? 
Hoje tenho mais músicas no meu pen drive de 3 cm do que na minha caixa de lps.
Lembro da conversa com meu pai, quando falava da minha vitrola. A revolução de quem viu o CD chegar, o som mais limpo mais claro, 20 músicas sem precisar mudar o lado. Será que é retrocesso voltar as origens?
Folhando os encartes dos meus discos encontro a minha resposta: distância.
A questão não é o som, é muito mais que isso. Hoje uma playlist de nomes em um HD não representa o artista, atitude a música e tudo que quem a criou involve.
Toca no rádio um som, ligo o aplicativo "Shazam", automáticamente ele me indica quem é o artista-os direitos autorais que me perdoem- jogo no torrent, 20 minutos depois tenho a discografia completa do artista. Sinceramente nem sei qual é a cara do cara que canta aquilo.
Pego meu Lp Toquinho e Vinicius no verso uma carta datilografada em maquina de escrever, assinada pelo próprio Toquinho, o melhor de tudo o P.s: O que uma célula disse para a outra? Cromossomos felizes. 
Aquela pessoa cantando alí também é gente, tem nome sobrenome, tem cara. Não é só um nome perdido na playlist, não é só acorde e ritmo. Voltamos as origens, buscando o que hoje nos falta, proximidade. Não é mesmo? 





Fotos desse post gentilmente cedidas via conteudo CC pelo Flickr por:
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