quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cuba linda. Cuba libre!

Este post foi escrito por uma querida amiga de trabalho, a Rubia Prado, que chegou me contando maravilhas da ilha de Fidel. Fiquei tão entusiasmada que pedi pra ela contar tudinho num post para dividir com vocês.
Nunca fui à Cuba, mas certamente está no Top 10 da nossa wishlist.
Espero que gostem, como eu gostei!


Existia uma Cuba na minha cabeça que, com certeza, não foi a Cuba que encontrei. Antes de desembarcar na ilha imaginava que teria dificuldades com a imigração, com a troca do dólar americano, que encontraria muitos pedintes pela rua implorando até por papel higiênico e que não acharia restaurantes pela cidade. 
Fui munida de camisetas, chuquinhas de cabelo e até absorventes para distribuir para os cubanos. Tudo isso ficou na minha mala até o último dia quando tive que dar um jeito de entregar para um senhorzinho que empurrava os carrinhos de bagagem no aeroporto – e com muita delicadeza, tinha receio que ele encarasse isso como ofensa.  
A imigração foi super tranquila e não demorou. A troca da moeda pôde ser efetuada no aeroporto e nos hotéis, assim não foi preciso trocar tudo de uma única vez, consegui administrar conforme a necessidade da viagem. Existe uma alta desvalorização do dólar e compensou levar Euro, não me surpreendi com o fato, pois a operadora de viagem já havia alertado. 
A moeda do turista não é a mesma moeda da população. O turista circula com CUC e os cubanos com pesos.  O comércio também não é o mesmo, existe o supermercado para o turista - onde é possível encontrar a Coca Cola nossa de cada dia para substituir a intragável TukCola deles, e existe o mercado para a população de lá. Isso acontece, pois os produtos e os preços são diferentes e no mercado popular é aceito o peso cubano, menos valorizado.  
Já que estou citando supermercados, vale frisar que a comida não é o forte dessa viagem. A ida a Cuba tem pelo menos duas perspectivas de turismo: praias com um mar caribenho belíssimo, águas transparentes, golfinhos nadando ao seu lado, poucos turistas  e areia branquinha; 
e a parte histórica com o museu da Revolução, a casa de Ernest Hemingway, a praça com o parlatório dos eternos discursos de Fidel, as províncias conquistadas por Che e por aí, outros pontos consagrados de seu passado político. Sem falar no desfile de carros antigos, modelos da década de 50 que nem são mais fabricados, carros de antes da revolução que segundo o guia turístico só continuam funcionando pela alta criatividade dos cubanos. Tudo é encantador.
Estar em um país totalmente diferente de qualquer outro, que não existe miséria, crianças dormindo na rua, onde os taxistas são doutores, onde podemos passear tranquilamente sem receio de assaltos ou violência, onde a polícia não usa armas de fogo, não se tem notícias de drogas e tráfico, parece até utópico. 
Como uma turista, é realmente encantador. Talvez para morar seja bem mais complicado. Não poder organizar um churrasco de domingo? A lata de leite em pó custar quase 20 euros? Você ser formado em advocacia ou medicina e ganhar a mesma quantia de um guia turístico? É preciso avaliar com muito cuidado. De qualquer maneira, a educação, base da estrutura cubana, é a certa e deveria ser seguida por todos os demais. Talvez a Cuba sem Fidel no comando seja outra. 
Existe variedade de restaurantes no centro. Restaurantes e bares privados. Ah, os bares!  Quem vai a Cuba tem que ir bailar com os fofíssimos velhinhos do célebre grupo Buena Vista Social Club. E claro, se esbaldar com os deliciosos mojitos e daiquiris!  

Uma viagem econômica, a maioria dos hotéis é sistema all inclusive e não tem muito o que comprar. 
Compras em Cuba? Os melhores charutos e rum do mundo a preço de banana. 

Para conhecer legal a ilha, é preciso pelo menos dez dias. Existem passeios que duram o dia inteiro e a viagem de ida e volta é longa e cansativa. 
Cuba é fascinante pela sua riqueza cultural, natural e o seu povo é um capítulo à parte, aceita o governo sem revolta e com orgulho estampado no rosto.  


Cuba linda, Cuba Libre!

Um comentário:

  1. Eu gostei muito do relato da Rubitcha. E isso não tem nada a ver com os fatos de gostar dela e de achar que Cuba carece de outra revolução. É uma história sincera, da parte dela, e leal, com relação ao povo que a hospedou.

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