sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Intercambio, Estudar, Viajar, Conhecer.... Porque não?

Fazer intercâmbio é uma maneira única de viajar. 
Depois de 3 experiências super bem sucedidas,na África do sul, Austrália e Chile, aconselho muito quem procura fazer uma viagem com esse intuito.


Além de unir estudo e turismo, o intercambio se torna a melhor maneira de trocar experiências com pessoas de todos os tipos, e conhecer muita gente diferente que você não conheceria se não fosse em uma sala de aula, ou em um alojamento estudantil ou em uma casa de família.
Fácil mesmo é encontrar pessoas que depois da primeira experiencia fazendo intercambio se torne "viciada" nesse tipo de viagem é viva tentando buscar novamente uma experiência como essa.
Outro dia encontrei uma menina que conheci por meio do meu último intercâmbio no Chile, ela me contava da sua experiência com intercâmbios, e de sua primeira experiência no Canada onde ela conheceu amigos para toda a vida.
Posso falar o mesmo das minha experiências,  conhecer grandes amigos viver coisas únicas, e como a minha primeira viagem de intercambio para a África do Sul foi meu maior motivador par buscar mais experiências como  aquela.
 Tive experiências bem diferentes com intercâmbios e por isso decidi dividir um pouco de como foram e abordar os pros e contras de cada uma delas, de repente posso ajudar com quem está um pouco indeciso.

Qual pais escolher:

-As opções são muitas então a escolha tem que ser precisa.
No meu caso um fator determinante foi o visto, conseguir o visto para alguns países pode ser uma missão difícil que pode levar muito tempo e dinheiro.
-O tipo do visto escolhido também é super importante para o sucesso, em viagens maiores trabalhar no país pode ser uma opção, então a escolha por países que tem mais facilidade para a obter  vistos de trabalho é uma boa ideia.
-Na Austrália, por exemplo, com o visto de estudante você automaticamente tem permissão para trabalhar 20 horas por semana o que é um ótimo começo para ajudar nas despesas.


Alojamento/moradia:

As 3 principais opções são:
-Casa de Família: 
Muitas vezes um coringa, apesar de ser uma segurança inicial, com pessoas para te ajudar e opções de hospedagem com comida inclusa,é uma forma contato com a vida dos locais, mas pode se tornar um pesadelo quando problemas de convivência e personalidade mais duras afloram. 
Um bom relacionamento em casa de família começa por saber aceitar a pessoa que te recebe, mesmo que ela não seja a pessoa mais legal do mundo.
Uma dica pra escolher a moradia ou alojamento é pensar o que você prioriza na sua viagem, se o que você quer é liberdade, balada ninguém para encher seu saco, com certeza a hospedagem em casa de família não é a melhor opção.
Se o que você busca é conhecer a cultura local, tranquilidade e não se importar com algumas regras, pode ser uma ótima experiência.

-Alojamento Estudantil: 
Normalmente tem ótimos espaços de convivência, lugar perfeito para conhecer gente nova e sempre arranjar companhia para o que você pretende fazer. Outra coisa boa é a movimentação, no geral sempre vai ter alguém por ali disposto a uma boa conversa então dificilmente você fica sozinho.
O negativo é a bagunça, cozinhas coletivas onde a pia fica inacessível de tanta louça suja, festa bem naquele dia que você quer descansar e banheiros coletivos um pouco ingratos, esses são os pontos negativos dos alojamentos estudantis, não que todos sejam assim, mas é bom estar preparado, por que mesmo com sites nem tudo é o que parece.

-Alugar sua própria casa: 
Em uma permanência mais longa alugar sua própria casa ou quarto é uma boa opção, a liberdade e os custos são os pontos altos dessa experiencia.
As dificuldades inicias são encontrar um lugar que caiba no bolso e seja legal, e também indicação de confiabilidade alguns lugares pedem referências antes de alugar, e sendo um país novo onde nem sempre você tem referências para indicar pode ser uma dificuldade.
Quando aluguei meu apartamento na Austrália, todos meus contatos inicias já serviram como referencia, com uma boa conversa e uma cara de pidão, minhas referencias se tornaram minha professora de inglês e a diretora da escola. 
Nada que uma boa conversa não resolva. Seja criativo.

     

Tempo de permanência:

-Na África do Sul fiquei 3 meses, na Austrália 10 e no Chile 1 mês.
-De 1 a 3 meses as chances de gostinho de quero mais são muito maiores, nas minhas duas viagens de menor duração voltei pensando podia ter durado um pouco mais.
-De contrapartida, Viagens maiores como a que fiz de 10 meses na Austrália algumas vezes se tornam cansativas e a saudade do velho e bom Brasilzão, da família e dos amigos, acabam se tornando mais corriqueiras. Isso com certeza vai de cada um, mas uma dica para que isso não atrapalhe nem 
se torne um fator chato, é se engajar ao máximo em atividades legais e que te de prazer, e ter um objetivo para o intercambio.
- Outro fator de risco em viagens de maior duração é o envolvimento com pessoas que vão embora antes que você, como na maioria dos intercâmbios, pelo menos nas minhas experiências, é mais fácil você acabar se envolvendo mais com os outros gringos que estão por lá do que com os locais, uma coisa que pode gerar um desanimo no meio dessa jornada de 10 ou mais meses, é conhecer um grande amigo que volta pro seu país antes que você, não que você vá perder o contato com ele, mas as vezes programações legais podem deixar de existir. E a companhia daquele parceiro ou parceira pode acabar.

Acho que resumi bem as dicas que pretendia passar. 
E o que eu mas aconselho, se você ainda não fez nenhuma viagem de Intercambio é: Faça!!!
Seja 1 mês, 2 meses até 2 ou 3 semanas se o tempo estiver curto, uma experiência única que vai valer cada centavo.





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