terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Extraordinários dias ordinários


(Na foto, a vista da marina onde fica o shopping que eu trabalho. Da pra ver os pelicanos alí ó!)

A vida aqui pela Austrália, sinceramente, tem sido extraordinariamente boa. Quer dizer, nada pirotécnico acontece no dia-a-dia, mas o simples fato de sair de casa para trabalhar e ir pela praia, ver os surfistas se aquecendo para entrar no mar, as famílias carregando suas cadeiras e sombrinhas cheias de cor... A deliciosa obrigação de parar o carro quando tem algum pedestre na faixa... A maresia, que apesar de embassar o vidro do carro, deixa tudo com um pouco de cheio de água do mar...

Eu adoro trabalhar três dias por semana e ganhar quase a mesma coisa que eu ganhava no Brasil, sem o ônus das pessoas estressadas, dos jornalistas arrogantes, da poluição da Paulista ou dos mendigos das ruas. No lugar, eu tenho um ambiente de trabalho que é uma loja dentro de um shopping na beira da marina, onde pessoas absolutamente relaxadas aportam para olhar as novidades, conversar com alguém culturalmente diferente e nem necessariamente comprar. Melhor ainda é não trabalhar por comissão, sem qualquer obrigação da venda, mas apenas de fazer os clientes terem um bom momento enquanto estão por ali. Gente do mundo inteiro - da New Caledônia, que eu nem sabia aonde era, lá de Barcelona, onde dá pra arranhar um "portunhol", dali da Nova Zelândia, onde o sotaque é carregado de matar, ou lá de Moçambique, e aí fica uma delícia ouvir português de Portugal. O nível de estresse diário ronda os 0,5%.

Depois de um dia de trabalho, voltar pela praia de novo, ser brindada com o por-do-sol de Surfers Paradise, chegar em casa e ter um spa ligado no prédio e ficar lá com o Pedro, "chilling", tendo a paz mais plena, como se a vida inteira pudesse ser tudo e só isso. Pra sempre.




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